A Simbologia de D. Quixote

01/05/2014 11:29
 
             Miguel Cervantes de Saavedra foi condenado pela Santa Inquisição por escrever a estória de um cavaleiro andante e visionário e seu fiel escudeiro, D. Quixote e Sancho Pança. Por quê ?
 
            Vamos pensar que D. Quixote representava o Lúcifer que, em companhia com Deus, Sancho Pança, tenta destruir a criação, o mundo como é concebido, a realidade de...
 
            Sob este enfoque cria-se uma discussão, pois Deus já não é autoritário e sisudo, mas sim bonachão e inteligente, e zomba do Lúcifer o tempo todo.
 
            Sancho Pança, caracterizado por um homem comum, com família, filhos, preocupações comuns e diárias, anda na companhia de D. Quixote, a quem a realidade não interessa, o real é trocado pelo mágico, obscuro, em um mundo cheio de encantamentos, pragas e ilusões.
 
            D. Quixote é um cavaleiro andante quando não mais os existia no mundo; é sagrado como tal, não em um castelo, com as bênçãos da Igreja e do feudalismo, mas em uma estalagem cheia de homens comuns, viajantes, bêbados, etc...
 
            Enquanto Sancho Pança tem uma mulher que nem nome interessa,  pois a ele não faz diferença a maneira como chamá-la, e sim os momentos que poderia passar a seu lado cuidando de sua prole, D. Quixote faz de uma prostituta , Aldonza, sua Dulcinéia de Torbozo, que na mudança de nome procura mudar a origem, a realidade, enfim a mulher. Mas também é imaginário, pois ele não desfruta de sua companhia, de seus caprichos, e a tem como ideal fantástico e ilusório apenas para cumprir uma obrigação. Afinal, todo cavaleiro tem que ter a sua donzela !
 
            Sancho Pança mistura seus sábios conselhos, como passar ao largo dos moinhos que não eram gigantes, com zombarias, muitas vezes não desdizendo o nobre D. Quixote, muito orgulhoso. A praticidade do escudeiro é tal que, apesar de serviçal do nobre cavaleiro, consegue um alto posto de administração de uma ilha, onde exerce efetivamente o poder, deixando as insanidades, as visões, o orgulhos, e os brios ofendidos do cavaleiro.
 
            Em suma: a obra de Cervantes é um contraponto entre o imaginário luciférico de D. Quixote e  a realidade de Sancho Pança ( ou Deus).
 
            Em Tempo: Para a Santa Inquisição, a heresia máxima deste texto, está em se colocar Deus e o demo como companheiros, vivendo aventuras pelo mundo.
 

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